Infecciologia


Instituição

Hospital Da Luz Lisboa

Autores:

Jesús Cotrina Luque, Maria José Rei, Pedro Oliveira Raimundo, Miriam Caopulas, Cláudia Santos

O que foi feito ?:

Avaliar o papel do farmacêutico na operacionalização da abordagem do doente com suspeita reação alérgica aos beta-lactâmicos

Porque foi feito ?:

As alergias a antibióticos beta-lactâmicos são comummente reportadas em meio hospitalar, mas apenas 0.01-0.04% dos casos são graves. Evitar um beta-lactâmico pode derivar na utilização de um agente menos eficaz ou de espectro mais amplo e com maior risco de desenvolvimento de resistências e/ou toxicidade. Foi elaborado um protocolo de atuação em caso de suspeita de alergia aos Beta-lactâmicos pelo Serviço de Imunoalergologia conjuntamente com Programa de Apoio a Prescrição Antimicrobianos. A intervenção do Farmacêutico neste contexto não está muito desenvolvida.

Como foi feito?:

Estudo prospetivo de 3 meses: Junho Setembro 2021. Consideraram-se todos os doentes internados nos Serviços com Dose Unitária (DU) com história de alergia a beta-lactámicos registada no processo clínico. Excluíram-se doentes com expectativa de vida curta. As variáveis recolhidas foram genro, idade, sintomatologia, gravidade e antibiótico implicado no registo de alergias. Identificaram-se doentes candidatos através da validação terapêutica na DU com sugestão ao médico de: a) Clarificação da história de alergia, b) Dellabeling das situações mal classificadas como alergias e c) Referenciação para consulta de Imunoalergologia, se aplicável. Registaram-se o número de doentes com clarificação da história, delabelling ou referenciados a Imunoalergologia.

O que se concluiu?:

Incluíram-se 23 doentes, 12 (52%) homens, com idades entre 16 e 86 anos. Os antibióticos com registo de alergia foram: Benzilpenicilina (13) ,Penicilina (6), Amoxicilina-ácido clavulánico (3) e Cefaclor (1). As reações estavam classificadas como graves em 10 casos (43%), ligeiras em 7 (30%) e desconhecidas em 6 (27%). Em 10 doentes foi feita clarificação da historia de alergia (43%) , em 2 delabelling (9%) e 5 (22%) foram referenciados a Imunoalergologia.
A intervenção do Farmacêutico permitiu identificar doentes candidatos nos quais foi realizada clarificação da historia de alergia com referenciação a Imunoalergologia ou delabelling, quando aplicável.Apesar disso só na metade das intervenções foi feito esclarecimento história por parte do parte do médico assistente.

O que fazer no futuro?:

O envolvimento direto do Farmacêutico nesta atividade poderia contribuir para melhorar estes resultados, e constitui um desafio futuro.
Na atualidade está a ser desenhado um estudo de casos – controles com a participação ativa do Farmacêutico que poderá ser aplicável a todos os Serviços Clínicos do Hospital.

Palavras chave :

alergia
beta-lactâmicos
Farmacêutico
 
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